Início Notícias

Governadores pedem inclusão de vacina contra covid-19 em PNI

04/11/2020

Atualmente, o Plano Nacional de Imunizações oferece 44 imunobiológicos

Publicado em 03/11/2020 - 20:40 Por Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil  - Brasília

Governadores das cinco regiões do país reuniram-se nesta terça-feira (3) com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) para que a vacina contra covid-19 seja incluída no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Atualmente, o programa oferece 44 imunobiológicos com distribuição para todo o país.

“Venho alertando que, se não houver coordenação nacional, todos sairão perdendo, e não será demais pensar que venhamos a assistir a episódios semelhantes aos das aquisições de respiradores, com atravessadores, valores diferentes e até pagamentos antecipados de produtos que não chegam”, argumentou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). 

Para Leite, a falta de programa nacional para compra de vacinas, pode provocar problemas na distribuição e aumento de custos. “Pedimos aos presidentes Maia e Alcolumbre que façam a intermediação no sentido de abrir o diálogo com o governo federal e garantir que haja a aquisição das vacinas que mais rapidamente forem liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso na população, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, disse o governador.

O encontro foi marcado após solicitação do coordenador do Fórum dos Governadores do Brasil, o governador do Piauí, Wellington Dias. Segundo ele, gestores defendem a compra da primeira vacina que for autorizada pelos órgãos competentes. 

A defesa que nós governadores fazemos é que a primeira vacina que tiver autorização científica é ela que o Brasil tem que adotar”, disse Dias. “Se ela é feita no Butantan, na Fiocruz, nesse ou naquele país, isso é irrelevante em relação à prioridade que é salvar vidas”, acrescentou.

Participaram da reunião os governadores do Acre (Gladson Camelli), Goiás (Ronaldo Caiado), Espírito Santo (Renato Casagrande), Mato Grosso (Mauro Mendes), Piauí (Wellington Dias), Rio de Janeiro (em exercício, Cláudio Castro), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite) e dos vice-governadores de São Paulo (Rodrigo Garcia) e do Distrito Federal (Paco Britto).
Recuperação fiscal

Governadores também pediram a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 101/20, que permite a oferta de crédito aos estados com lastro da União, condicionado a ajuste fiscal. A medida permite que estados e municípios sem capacidade de pagamento tenham acesso a empréstimos com garantias da União desde que façam um ajuste fiscal para recuperar suas finanças. 

As regras previstas no projeto podem beneficiar especialmente Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – estados com a pior situação fiscal, que poderão aderir a regime de recuperação por dez anos.

Segundo o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), a proposta deve ser pautada logo após o primeiro turno das eleições municipais. Nas próximas duas semanas não haverá votação na Câmara.
Votações 

Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados adiou pela quarta vez seguida a sessão de votações no plenário sem conseguir analisar nenhum projeto. Partidos estão em obstrução pela indicação de cargos na Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável pela definição das prioridades dos recursos da União. 

Já partidos da oposição também estão em obstrução para pressionar a votação da Medida Provisória 1000/20, que prorroga o auxílio emergencial até dezembro com o valor de R$ 300 mensais. A oposição quer que o governo mantenha o valor de R$ 600 até o final do ano. 

Edição: Liliane Farias

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2020-11/governadores-pedem-inclusao-de-vacina-contra-covid-19-em-pni 0 2020-11-03 Panorama Farmacêutico Covid-19: farmacêutica indiana entra na fase 3 de testes da vacina Publicado 3 novembro, 2020

A farmacêutica indiana Bharat Biotech deve iniciar a fase 3 dos testes clínicos da sua vacina contra a Covid-19 ainda em novembro, e anunciou que planeja lançá-la no segundo semestre de 2021. A Covaxin, como foi nomeada a vacina, está sendo desenvolvida em conjunto com o Instituto Nacional de Virologia do Conselho Indiano de Pesquisa Médica.

O teste será conduzido em 25 locais em de doze estados do país, com duas doses para cada um dos dois mil voluntários. Dez países estão em negociações com a Bharat Biotech para aquisição da vacina assim que ela for aprovada pelas autoridades de saúde.

“Nosso investimento é de cerca de quatro bilhões de rupias (R$ 308 milhões em conversão direta) para o desenvolvimento da vacina e as novas instalações de fabricação, que incluem a realização do ensaio clínico de Fase 3 nos próximos seis meses”, afirmou o Diretor Executivo da Bharat Biotech International, Sai Prasad, em entrevista à agência governamental PTI.


O executivo garantiu que a Bharat Biotech planeja vender a vacina ao governo e empresas privadas. O preço da Covaxin ainda não foi determinado, pois a empresa ainda está avaliando o custo de desenvolvimento do produto. “Nosso foco imediato é conduzir o teste de Fase 3 com sucesso em todos os locais”, acrescentou Prasad.

Com uma população de 1,3 bilhão de habitantes, a Índia contabiliza mais de oito milhões de contaminações e 122 mil mortes por Covid-19. Trata-se do segundo país com o maior número de casos da doença no mundo, atrás somente dos EUA, e terceiro em mortes – no qual fica atrás dos norte-americanos e do Brasil.

Fonte: Olhar Digital https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/11/03/covid-19-farmaceutica-indiana-entra-na-fase-3-de-testes-da-vacina 0 2020-11-03 Anvisa Confira os novos códigos de assunto da farmacovigilância Códigos estão valendo desde o final de outubro, após a entrada em vigor da RDC 406/2020 e da IN 63/2020.

A Anvisa informa que já estão em vigor as regras da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 406/2020 e da Instrução Normativa (IN) 63/2020, que atualizam o marco regulatório da farmacovigilância no Brasil. A Resolução trata das Boas Práticas de Farmacovigilância para detentores de registro de medicamentos de uso humano e traz a atualização referente ao novo Plano de Gerenciamento de Risco. Já a IN 63/2020 dispõe sobre o Relatório Periódico de Avaliação Benefício-Risco a ser submetido pelos detentores de registros.   

Originalmente publicados no dia 29 de julho deste ano, os dois atos normativos tiveram prazo de 90 dias (três meses) para entrar em vigor. Portanto, estão valendo desde o final de outubro. Com isso, novos códigos de assuntos também estão em vigor. Dessa forma, os detentores de registro de medicamentos devem utilizar os seguintes códigos para o peticionamento eletrônico:   

Código  / Assunto 

11813  Plano de Gerenciamento de Risco/Plano de Minimização de Risco – Vacina Covid-19 

11814  Plano de Gerenciamento de Risco/Plano de Minimização de Risco – Inovações radicais 

11815  Plano de Gerenciamento de Risco/Plano de Minimização de Risco – Biológicos novos 

11816  Plano de Gerenciamento de Risco/Plano de Minimização de Risco – Biossimilares 

11817  Plano de Gerenciamento de Risco/Plano de Minimização de Risco – Outros medicamentos 

11818  Relatório Periódico de Avaliação Benefício-Risco 

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/confira-os-novos-codigos-de-assunto-da-farmacovigilancia 0 2020-11-03 Assembleia Legislativa SP Medicamentos para Atrofia Muscular Espinhal terão isenção fiscal Aprovado pela Alesp, projeto foi sancionado pelo governador e lei já está em vigor 03/11/2020 16:49 | Agora é lei | Luiz Rheda

Aprovada pelos deputados estaduais no mês de outubro, a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os medicamentos usados no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) já está em vigor. A Lei 17.299/2020, proposta pelo Poder Executivo, foi sancionada pelo governador João Doria e publicada em edição extra do Diário Oficial no último dia 29.

De acordo com o texto, o benefício é válido para os remédios Spinraza e Zolgensma, que tenham autorização de importação concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O valor correspondente à isenção do tributo deverá ser deduzido do preço dos medicamentos, expresso na nota fiscal.

Para o presidente da Alesp, deputado Cauê Macris (PSDB), a isenção de imposto dos fármacos vai salvar muitas vidas. O remédio Zolgensma é o mais caro do mundo, custando cerca de R$ 12 milhões, e muitas pessoas dependem dele. A partir de hoje, um novo futuro se desenha para essas crianças e famílias.

A deputada Janaina Paschoal (PSL) disse que o alto custo do medicamento é uma situação dramática para quem depende dele. Esperamos que, com a aprovação, as famílias que já sofrem com essa doença rara tenham ao menos uma ajuda, afirmou.

O deputado Carlos Cezar (PSB), que foi o relator do projeto, demonstrou esperança durante a discussão da proposta. Queremos crer que em breve o Brasil possa produzir esse medicamento e que ele seja distribuído pelo SUS, argumentou.

A doença

A Atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma doença genética degenerativa que afeta a capacidade do indivíduo de fazer atividades simples no dia a dia, como caminhar, comer e até mesmo respirar.

Incidida em um bebê a cada 10.000 nascimentos, a enfermidade é tida como a principal causa genética de mortes em recém-nascidos, já que no início da vida as chances de desenvolver a forma grave da doença, que pode levar a paralisia muscular e impedir ações básicas, como engolir e manter a cabeça ereta, são altas.

https://www.al.sp.gov.br/noticia/?03/11/2020/medicamentos-para-atrofia-muscular-espinhal-terao-isencao-fiscal 0 2020-11-03 Panorama Farmacêutico Foto da CoronaVac fabricada em abril mostra produto enviado para testes Publicado 3 novembro, 2020

Informações contidas na foto de uma embalagem da CoronaVac –imunizante da farmacêutica chinesa Sinovac, que está em testes no Brasil– têm gerado questionamentos em redes sociais. Isso porque a vacina ainda não teve a liberação para ser comercializada. Mesmo assim, consta na imagem que as doses foram fabricadas no dia 9 de abril de 2020.

A imagem alvo de controvérsia foi divulgada pelo Instituto Butantan, que realiza as pesquisas no Brasil, em parceria com a Sinovac, quando os testes no Brasil foram liberados. O Poder360 usou a mesma foto em algumas reportagens, como as que podem ser conferidas aqui e aqui.

O Butantan explicou que o produto da foto se trata de uma vacina em desenvolvimento que seria utilizada nos estudos clínicos da fase 3. Mesmo não estando liberada para comercialização, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige que as embalagens contenham número de lote, data de fabricação e prazo de validade. As informações são da Agência Lupa.

“Essas informações são exigidas pela Anvisa a partir de regulamentações e como parte da rastreabilidade do material”, informou o Butantan em nota.

Receba a newsletter do Poder360

O desenvolvimento da vacina para a covid-19 pela farmacêutica chinesa Sinovac começou no fim de janeiro de 2020. Em 14 de abril, o produto recebeu a aprovação para ser usado em testes com humanos.

A fabricação do imunizante começou a ocorrer naquele mês para que ele pudesse ser utilizado nos ensaios clínicos, necessários para analisar sua eficácia e segurança. Atualmente, a CoronaVac está na fase 3 de testes, último estágio do desenvolvimento.

Em 11 de junho, a empresa assinou contrato com o Instituto Butantan para produzir e testar a imunização no Brasil. Em 30 de setembro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a aquisição de 46 milhões de doses da vacina até dezembro deste ano.

No Brasil, a 1ª e a 2ª fases de testes da vacina da Sinovac contaram com 743 voluntários no total, entre 18 e 59 anos, sendo 143 pessoas na primeira etapa e 600, na segunda. Ambos os estudos foram randomizados, com duplo-cego e controlados por placebo.

A Sinovac informou que obteve 90% de êxito nos resultados ao induzir a produção de anticorpos neutralizantes nos voluntários. Uma autorização de uso emergencial, que permitiu a vacinação de 50.027 voluntários na China, mostrou que 94,7% deles não tiveram nenhuma reação adversa.

Fonte: Poder 360 https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/11/03/foto-da-coronavac-fabricada-em-abril-mostra-produto-enviado-para-testes 0 2020-11-03 Panorama Farmacêutico Nova farmacêutica deve gerar 155 empregos no Agreste Publicado 3 novembro, 2020

Nesta sexta-feira (30), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, cumpriu agenda nos municípios de Glória do Goitá, na Mata Norte; Pombos, na Mata Sul; e Limoeiro, no Agreste. A primeira agenda do dia aconteceu em Limoeiro, no Agreste, onde o governador inaugurou a infraestrutura de acesso viário ao polo empresarial do município e anunciou a instalação da nova sede da Lapon Indústria Farmacêutica.

Os investimentos públicos em Limoeiro chegam a R$ 7,1 milhões, e foram realizados por meio da AD Diper, estatal vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sdec). O orçamento foi executado na compra do terreno de 32,2 hectares para receber o polo empresarial (R$ 3,1 milhões) e nas obras da infraestrutura viária, com cerca de 1,5 km de extensão (R$ 4 milhões), que incluiu terraplenagem, pavimentação, drenagem, proteção vegetal, sinalização, passeios e ciclovias em ambos os lados da faixa de rolamento. A partir de agora, as empresas poderão iniciar a construção de suas plantas no local. A Lapon Indústria Farmacêutica investirá R$ 52 milhões na construção da nova fábrica e modernização da linha de produção, com estimativa de criar 155 empregos. É uma empresa pernambucana, com mais de 30 anos de atuação, e a primeira farmacêutica do Nordeste a obter certificação ISO 9001:2008 e o selo Boas Práticas de Fabricação, além de prêmios concedidos pelo SESI, SENAI, FIESP e SEBRAE. A nova planta terá uma área de cinco hectares com obras previstas para começar no segundo semestre de 2021. A unidade produz 120 tipos de medicamentos, dos quais 40 estão em linha de produção atualmente, atendendo grandes redes farmacêuticas do Nordeste e Sudeste. “Tivemos a oportunidade de visitar um novo acesso e um novo Distrito industrial de Limoeiro. Fábricas já estão se instalando com investimentos da AD Diper e do Governo de Pernambuco. Aproveitamos também para visitar instalações em Glória de Goitá, fábricas já prontas que estão em expansão e uma nova fábrica que está sendo levantada, em Pombos, que vai garantir a geração de emprego e renda. É, acima de tudo, Pernambuco ajudando o Brasil e o Nordeste a voltarem a crescer, a se desenvolverem, a gerar emprego diante de um período tão difícil que nós passamos”, disse Paulo Câmara.

Fonte: Te Amo Caruaru https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/11/03/nova-farmaceutica-deve-gerar-155-empregos-no-agreste 0 2020-11-03 Jornal de Brasília Vacina do HPV também protege homens de câncer Especialistas lembram que além do câncer de próstata outras doenças podem ter diagnóstico precoce ou até mesmo serem evitadas

Publicado em 03/11/2020 às 12:19 pm

Por
Redação Jornal de Brasília

A vacina contra o HPV, ou Papiloma Vírus, conhecida por prevenir o câncer de colo de útero, está relacionada não apenas à prevenção deste tipo da doença, mas também a outros tipos de câncer, como o de pênis, ânus, orofaringe e outros.

O Papiloma Vírus é um dos responsáveis pelas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) mais comuns do mundo e que nos homens costumam provocar lesões como: verrugas genitais e infecções que atingem a pele do pênis ou ânus e as partes em torno dele, alterações pré-cancerígenas, que podem acarretar em alguns tipos de câncer, como: câncer no pênis, no ânus, na boca, na garganta, nos pés e nas mãos.

No mês em que a saúde masculina ganha destaque, especialistas lembram que além do câncer de próstata outras doenças podem ter diagnóstico precoce ou até mesmo serem evitadas.

“O HPV é transmitido através da relação sexual, seja ela uma relação vaginal, anal ou oral. Esse é um tipo de infecção que pode ser silenciosa, ou progredir de forma lenta, tendo os sintomas descobertos apenas quando já está em um estágio mais avançado. Por isso a importância dos exames rotina”, afirma o médico Jairo Lyra Filho, urologista oncológico e cirurgião robótico do Instituto de Câncer de Brasília (ICB).

Prevenção

Uso do preservativo (camisinha) feminino ou masculino nas relações sexuais é a principal forma de prevenção do HPV. Outra forma muito importante é a vacinação.

No Brasil, as campanhas de vacinação contra o HPV ocorrem em março e setembro, mas a vacina permanece o ano inteiro disponível nas Unidades Básicas de Saúde do SUS e também em laboratórios privados. Devem tomá-la as meninas de 9 a 14 anos e também os meninos de 11 a 14 anos.

Em países como Estados Unidos, Suécia e Canadá, as taxas de infecção oral pelo vírus já caíram até 80% com a imunização. E na Austrália, o primeiro a iniciar a vacinação, o HPV é, atualmente, um microorganismo praticamente eliminado.

https://jornaldebrasilia.com.br/saude/vacina-do-hpv-tambem-protege-homens-de-cancer/ 0 2020-11-03 Snif Brasil Fase I do Sistema de Logística Reversa de Medicamentos Domiciliares entra em vigor em dezembro A Lei Federal 12.305/10 publicada pelo Congresso, dispõe sobre logística reversa, responsabilidade compartilhada, entre outras atribuições, no âmbito do artigo 33 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), que tem uma previsão expressa quanto à obrigação do setor empresarial, formado por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de estruturar, implementar e operacionalizar o sistema.

As medidas viabilizam o retorno de medicamentos domiciliares e de uso humano que não estão sendo mais utilizados pela população que o adquiriu, assegurando a destinação final ambientalmente adequada.

A partir deste entendimento, o Ministério do Meio Ambiente publicou em meados de 2013, um edital de chamamento convocando o setor empresarial para fazer uma proposta de acordo setorial, com as diretrizes da logística reversa em termos de estruturação, estados abrangidos, formas de operacionalização, mecanismos de report, entre outros parâmetros.

Dezessete entidades setoriais, entre elas a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), se reuniram para uma negociação com o governo, só que de acordo com o relato do advogado sócio da Felsberg Advogados, Fabrício Soler, durante apresentação de tema: Atualizando a Logística Reversa de Medicamentos Domiciliares, ocorrida no 5º Fórum Abradilan de Desenvolvimento Empresarial, que aconteceu na última semana, não se chegou a um bom termo, ou seja, nessa negociação, não se demonstrou viabilidade técnica e econômica. Não havendo um acordo setorial, isso se desdobrou num instrumento que foi colocado em consulta pública, que é o decreto federal.

Segundo ele, não é possível partir apenas de modelos internacionais para se concluir que o modelo de logística reversa é viável técnica e economicamente falando, porque é preciso observar a razoabilidade; o respeito às diversidades regionais; as questões técnicas, econômicas, tecnológicas, culturais, ambientais e de saúde pública. Estou tratando basicamente de transporte, armazenamento temporário e destinação final totalmente adequada, eliminando este material de uma disposição ou minimizando o risco de ser exposto inadequadamente, o que envolve território e população. O Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados e 210 milhões de habitantes. É 13 vezes maior que a França, por exemplo. Quando olhamos para a Europa, como inspiração, é ótimo. Mas, temos de ter o cuidado de importar modelos prontos e respeitar as características do nosso território, trata-se de uma visão sistêmica. Muito cuidado com as análises comparativas, pontua.

Responsabilidade compartilhada

O ciclo de vida útil do produto em que cada um tenha uma atribuição para viabilizar o retorno dele após o uso e a destinação final adequada é de responsabilidade de todos os elos envolvidos no processo, desde a fabricação até a comercialização, ou seja, a logística reversa é uma ação de responsabilidade compartilhada.

Os consumidores se tornam parte fundamental, pois sem a adesão deles, que deverão fazer a entrega dos medicamentos em desuso nos locais corretos, como farmácias e drogarias, o sistema não funcionará.

Soler explica que farmácias e drogarias são consideradas pontos fixos e estão obrigadas a adquirir, disponibilizar a manter em seus estabelecimentos e a seu custo, dispensadores coletores para receber da população os medicamentos descartados.

Já aos distribuidores, estão obrigados a coletar os sacos, as caixas e os recipientes de medicamentos, que após o descarte se tornam resíduos, nos pontos de recebimento e transferi-los ao local de armazenamento secundário. E por fim, aos fabricantes e importadores, cabe custear a destinação final ambientalmente correta.

As entidades setoriais têm extrema relevância para viabilizar o sistema, mas elas não são responsáveis por nenhuma etapa do processo. Elas têm um papel de articulação, de colaboração, suporte às empresas. Já as empresas, por sua vez, têm a responsabilidade de implementar a logística reversa.

A destinação final adequada, que será dada por fabricantes e importadores, deverá ser feita em estabelecimentos e empreendimentos licenciados pelo órgão ambiental e atende à uma seguinte ordem de prioridade: incinerador, coprocessamento e aterro sanitário classe I.

Os medicamentos descartados poderão ser gerenciados como não perigosos durante o descarte nas farmácias e drogarias, no armazenamento temporário, no transporte, até a destinação final ambientalmente adequada, o que permite uma simplificação, ausência de burocracia na operacionalização do sistema de logística reversa.

O transporte poderá ser utilizado pelo mesmo veículo utilizado na distribuição de medicamentos destinados à comercialização, desde que feitos de forma segregada, ou seja, minimizando custos relacionados a novos transportes, novos caminhões, novas estruturas logísticas, mais emissões de gás de efeito estufa, entre outros desdobramentos.

Cronograma de implementação

A publicação do decreto federal foi em 5 junho de 2020 e entra em vigor a partir do dia 02 de dezembro deste ano, ou seja, a partir de dezembro começa a Fase I do sistema de logística reversa de medicamentos, com duas medidas a serem adotadas:

1. Constituir o grupo de acompanhamento de performance (GAP), formado pelas entidades setoriais e serve como o interlocutor do sistema de logística reversa com o Ministério do Meio Ambiente, além de acompanhar o desdobramento operacional do sistema de logística reversa.

2. Estruturar o mecanismo para prestação de informações por meio do GAP.

Daqui 11 meses (setembro de 2021), inicia-se a Fase II: habilitação de prestadores de serviços que atuarão no sistema de logística reversa, elaboração do plano de comunicação e instalação dos pontos fixos de recebimento em farmácias e drogarias.

De 2021 a 2023, o setor empresarial vai implementar os pontos fixos de recebimento nas capitais dos estados e nos municípios com mais de 500 mil habitantes (1 ponto para cada 10 mil habitantes).

De 2023 a 2026, a instalação de pontos de recebimento será feita em municípios com mais de 100 mil habitantes.

Soler comenta que o setor empresarial, formado por 17 entidades de fabricantes, importadores e distribuidores e comerciantes, já se organizou e criou um modelo provisório de governança do sistema de logística reversa, modelo este que tem a participação ativa e efetiva da Abradilan. Foram formados o Conselho Gestor, o Comitê Executivo, o Comitê Técnico Operacional, o Comitê de Comunicação e o Comitê Jurídico.

Para o diretor-executivo da Abradilan, Ivan Coimbra, mais do que uma obrigação, a logística reversa deve ser encarada como uma oportunidade para estreitar relacionamento, no caso da distribuição, com a farmácia, além de ser uma prestação de serviços.



http://www.snifbrasil.com.br/noticias.php?id=10012 0 2020-11-04 Agência O Globo Cerca de 30% dos brasileiros ignoram os sintomas de artrite reumatoide SÃO PAULO, 3 de novembro de 2020 /PRNewswire/ -- Inchaço, rigidez, aumento da temperatura e vermelhidão nas articulações podem ser sintomas de artrite reumatoide, porém, cerca de 30% dos brasileiros, do universo pesquisado, afirmam que menosprezariam esses sinais e não buscariam ajuda médica. Esses são alguns dos dados da pesquisa Desmistificando o reumatismo: a percepção dos brasileiros perante a artrite reumatoide e outras doenças de elevado potencial incapacitante, realizada pelo IBOPE Inteligência a pedido da Pfizer Brasil.

O levantamento, feito de forma online com 2 mil pessoas em São Paulo e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre, mostra que a doença reumática rara é alvo de dúvidas entre os brasileiros: 66% dos entrevistados confundem ou acreditam que a artrite reumatoide e a artrose são a mesma enfermidade.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória e crônica, caracterizada, principalmente, pela inflamação das articulações. Autoimune, faz com que o sistema imunológico ataque o próprio corpo, comprometendo o seu funcionamento.

Quando perguntados sobre os fatores relacionados ao desenvolvimento da doença, 62% apontaram erroneamente a falta de cálcio; 61%, o carregamento de peso; e 56%, estar acima do peso corporal saudável. Enquanto apenas 25% e 24%, respectivamente, demonstraram entender que o tabagismo e fatores hormonais estão ligados ao aparecimento da doença. A última condição é justificada pelo fato de a doença acometer três vezes mais mulheres do que homens.

Quanto aos sintomas das doenças reumáticas, os mais preocupantes apontados pelos brasileiros foram as dores intensas (61%), seguidas pelo medo de serem impedidos ou dificultados de realizarem seus trabalhos ou programas de lazer.

Já, quanto às consequências, 64% demonstraram não saber que as doenças reumáticas são capazes de afetar órgãos como o coração e os rins; e 78% não sabiam das suas características incapacitantes, ignorando que a locomoção dos pacientes pode ser comprometida. No caso da artrite reumatoide, quando não tratada, 20% a 30% dos pacientes podem ficar permanentemente impossibilitadas de realizarem suas atividades.

Para prevenir as deformidades e ter uma vida saudável e com qualidade, a população deve procurar auxílio médico logo quando aparecem os primeiros sintomas, para obter um diagnóstico precoce e tratamento adequado, mas apenas 4% dos entrevistados que sentiram dor constante, no mesmo local, por mais de três meses buscaram a orientação de um reumatologista ? especialista responsável pelos cuidados da doença. A automedicação é a atitude mais citada para tentar solucionar o problema (40%), acompanhada da postergação do tratamento (13% não buscaram nenhuma solução e permanecem com a dor).

É importante esclarecer que, hoje, graças aos avanços da medicina, o paciente com artrite reumatoide tem mais opções em relação à medicação, podendo escolher pela administração de medicamentos via oral ou injetável, explica a Dra. Márjori Dulcine, reumatologista e diretora médica da Pfizer Brasil.

FONTE Pfizer Brasil

http://www.agenciaoglobo.com.br/prnewswire/Default.aspx?idnot=368799&tit=ECO+PRNewswire+Cerca+de+30+dos+brasileiros+ignoram+os+sintomas+de+artrite+reumatoide 0 2020-11-04 Giro News Pague Menos Cresce 342% Rede Fecha Trimestre com Lucro de R$ 40,2 Mi

03/11/2020

A rede de farmácias Pague Menos totalizou lucro líquido de R$ 40,2 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 9,2 milhões registrado no mesmo período de 2019. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, quando o lucro somou R$ 9,1 milhões, o crescimento é de 342%. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 149,5 milhões, valor que representa margem de 7,9% e crescimento de 22% na comparação anual. Os canais digitais tiveram 5,3% de participação nas vendas totais.

https://www.gironews.com/farma-cosmeticos/pague-menos-cresce-342-61379/ 0 2020-11-03 A Crítica Mãe agradece apoio para compra de remédio milionário para filha com AME “Vocês são anjos, disse Isabella Thury, mãe de Isadora, que possui AME, ao agradecer o empenho de milhares de pessoas na campanha que garantiu o remédio milionário para a criança

Arquipo Góes
03/11/2020 às 18:58

“Quero agradecer do fundo do coração a cada um de vocês que acreditaram nessa luta, vocês são anjos.” Com essas palavras Isabella Thury, mãe da pequena Isadora agradeceu as pessoas que contribuíram na campanha de doação para salvar a vida da pequena filha.

Na manhã desta terça-feira, os advogados da família confirmaram que a justiça determinou que o Governo Federal pague o tratamento da menina, que custa R$ 12 milhões.

“Os raros também possuem o direito à vida. Embasados em fatos novos, conseguimos outra liminar”, afirmou Dr Francisco Calheiros, advogado da família que disse que eles conseguiram uma liminar para o depósito do dinheiro na Vara Federal, mas a Advocacia Geral da União (AGU) recorreu e um desembargador Federal acolheu as razões da União.

A família já teve os R$ 9,5 milhões depositados pela União na conta bancária destinada ao tratamento da menina. O valor se soma aos R$ 2,5 milhões conseguidos pela campanha, totalizando R$ 12 milhões para a compra do medicamento Zolgensma.

História

Em novembro do ano passado, ela foi diagnosticada com uma doença neurodegenerativa rara chamada atrofia muscular espinhal (AME), capaz de levar a criança à morte ou à dependência de respirador artificial antes dos dois anos de idade. O quadro é degenerativo e não há cura.

O alto custo do medicamento se justifica porque ele fornece uma cópia funcional do gene SMN (proteína de sobrevivência do motoneurônio), capaz de deter a progressão da doença. A medicação é administrada em uma única dose intravenosa, e foi desenvolvida para manter os efeitos a longo prazo.

A partir daí começou-se uma campanha que movimentou o país, o objetivo: arrecadar 12 milhões de reais para a compra do medicamento mais caro do mundo, disponível apenas nos Estados Unidos.

Durante quase  um ano de campanha, Isabella Thury disse ao A CRÍTICA que nunca deixou de acreditar e agradeceu as pessoas que também não deixaram de ajudar.

“São pessoas maravilhosas, todos acreditaram no impossível junto conosco, com uma força e fé. Muitos deixaram seus afazeres, seus compromissos para buscar essa vitória para Isadora, são anjos na terra, selecionadas por Deus pra nos socorrer.” disse a mãe de Isadora.

Isabella também agradeceu aos advogados que assumiram a causa da pequena Isadora na Justiça.

“Agradecer também nossos advogados Dra. Olívia Carvalho e Dr. Francisco Calheiros que foram fundamentais nessa vitória, enquanto muitos diziam que não adiantava nem tentar, que era impossível, que ela já faria dois anos. Eles foram incansáveis, competentíssimos e principalmente agiram com um amor que quebraria qualquer barreira, e quebrou!” afirmou Isabella.

O remédio já foi comprado e já tem destino ao Brasil, ele irá para Curitiba (PR), onde o Hospital Pequeno Príncipe marcará a data da aplicação em Isadora.