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Farmacêuticas alertam para falta de matéria-prima para vacinas contra Covid

10/03/2021

EFE

09/03/2021 23h13

Mais de 100 farmacêuticas e outras empresas e instituições da área da saúde terminaram nesta terça-feira uma série de reuniões que durou dois dias para discutir como aumentar a produção de vacinas contra o coronavírus e destacaram que o grande número de doses necessárias está começando a levar à escassez de algumas das matérias-primas necessárias.

O encontro, organizado pela Chatham House e que segue regras estritas de confidencialidade, enfocou o duro desafio de produzir todas as vacinas planejadas, uma tarefa que os participantes consideram ser sem precedentes.

As empresas preveem produzir entre 10 e 14 bilhões de doses de vacinas contra a Covid-19 neste ano, quando em anos normais elas produzem entre 3,5 e 4,5 bilhões de doses de todas as outras vacinas combinadas, detalhou o CEO da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, Richard Hatchett, em entrevista coletiva após a última reunião.

O diretor-geral da Federação Internacional das Associações de Fabricantes Farmacêuticos (IFPMA), Thomas Cueni, acrescentou que durante as conversas todas as empresas mostraram seu compromisso de aumentar a produção de doses, apesar das dificuldades crescentes.

Nesse sentido, Hatchett também considerou preocupante que alguns países, diante de problemas de fornecimento de vacinas e matérias-primas para sua fabricação, tenham considerado limitações à exportação. Em sua visão, isso poderia afetar também a distribuição de outros produtos médicos.

Um diálogo aberto e urgente entre fabricantes, distribuidores, organizações internacionais e governos é necessário para enfrentar esta escassez de matéria-prima, para que a produção de vacinas não seja interrompida, alertou a IFPMA.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que apenas 268 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram administradas em todo o mundo até agora, muito abaixo dos cerca de 10 bilhões necessários para imunizar 70% da população mundial, o mínimo para atingir a imunidade do rebanho, segundo a agência.