Home News

CPI ouve nesta quarta-feira advogado da Precisa Medicamentos

18/08/2021

Túlio Silveira foi o representante legal da empresa na negociação da vacina indiana Covaxin com o Ministério da Saúde

Brasil | Do R7
18/08/2021 - 02h00

A CPI da Covid vai ouvir nesta quarta-feira (18) o advogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira. A empresa é a representante do laboratório indiano Bharat Biotech e assinou contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde para fornecimento da vacina Covaxin. O contrato foi o mais caro entre as negociações feitas pelo governo e, após denúncias, passou a ser investigado pela CPI e órgãos como a Polícia Federal.

Túlio Silveira foi o representante legal da Precisa na negociação. O advogado vai comparecer à CPI munido de um habeas corpus. Ele ingressou no STF (Supremo Tribunal Federal) para não comparecer, alegando “sigilo profissional”. O argumento não foi aceito pelo presidente da Corte, o ministro Luiz Fux, que acatou apenas o pedido de Túlio para que possa ficar em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo. 

A oitiva de Túlio Silveira atende a um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Ela será realizada no lugar da acareação inicialmente marcada para esta quarta entre o ministro do Trabalho e Previdência Social, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), denunciante de irregularidades na compra da Covaxin. A avaliação da Mesa Diretora da CPI foi que a acareação pouco contribuiria para esclarecer a questão e serviria apenas para troca de acusações.

Onyx foi o ministro escalado em junho para responder as acusações de Miranda de que havia indícios de corrupção na aquisição da vacina e de que teria apresentado os problemas ao presidente Jair Bolsonaro. Ele ocupava à época a Secretaria-Geral da Presidência.

Miranda é irmão de Luis Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Eles apontaram pressão anormal para a liberação da importação.

A oitiva de Túlio Silveira antecederá o depoimento de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, que falará aos senadores na quinta-feira (19).